Empatia
24/02/2021
A empatia, em grande parte das vezes, é confundida com a simpatia, generosidade, afinidade, dentre tantas outras.
Uma pessoa bacana, agradável, que chama a atenção por ser divertida ou, por falar à beça, gosta de aplausos e reverências até nos pequenos gestos – chega a ser narcisista – faz o bem, em troca de reconhecimento público. Essa é a pessoa simpática e o mundo está sobrecarregado dela.
Empatia, é a delicada arte de colocar-se no lugar do outro, emocionalmente.
É vestir-se dos limites, dos passos, dos medos, das dores e pavores, que o outro sente para, então, compreendê-lo.
Colocar-se no lugar do outro, vai muito além da boa educação, do abrir uma porta, ou puxar uma cadeira.
Colocar-se no lugar do outro é, por exemplo, ajudar uma senhora a atravessar a rua porque, imagine a insegurança que ela pode estar sentindo, ao encontrar-se sozinha na esquina, suas pernas já fracas pelo tempo e sua visão pregando peças. Acredite, sentir o braço de alguém a segurando, traz a sensação de estabilidade e olhos de águia, para que ela atravesse, confortavelmente, a rua.
Colocar-se no lugar do outro é, perceber que seu companheiro voltou irritado do trabalho, sentar-se e escutá-lo até que ele se esvazie da raiva. Sem tentar encontrar soluções, ou incitá-lo a gritar com o chefe. É, simplesmente, escutá-lo.
Nesta ferocidade e rispidez em que o mundo se encontra, de brigas até por um lugar no trem; de ofensas, por sermos todos, indiscutivelmente, diferentes; a empatia, não é apenas um ato de cavalheirismo, elegância, civilidade; empatia é o que urge ser aplicada, para nos reencontrarmos e nos reconectarmos com o verdadeiro significado do termo “ser humano”.
