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Oito minutos

20/02/2021

É o limite entre a serenidade e o desespero, entre a angústia, a dor, o suor frio, o calor, a ansiedade, a euforia, a dúvida e, por fim, a entrega.

Oito minutos que revisitam sentimentos insalubres, vontade de morrer, desejo de matar, de chorar incansavelmente; da palpitação, da arritmia, do sufoco, do cansaço e esgotamento.

De o corpo mandar na mente e de a mente esvair-se de toda a energia, tentando suportar esses oito minutos.

Engana-se quem diz que, depois, tudo volta a ser a mais plena temperança. São intermináveis oito minutos que deveriam durar noventa dias, para que se vá, essa maldita dependência deste maligno bálsamo, que causa falso bem-estar, sintética satisfação, exacerbadas alegria, exuberância e extroversão.

São momentos sombrios, de julgamentos, culpas, pesadelos, dores, tristezas, marginalidade.

Sensação de abandono, descontentamento, malefícios, afastamento, obscuridade, solidão, recuo, atitudes impensadas, medo, arrependimento.

Instantes em que não somos donos das nossas verdades, nem possuímos credibilidade.

Átimos de grandes perdas e irreparáveis danos.

Tempo que jamais finda.

E o relógio continua contando: TIC-TAC…